Coluna ADI-PR
Impulso
Rogério Pozzobon/Agência Brasil
Bolsonaro e Moro (Foto: Rogério Pozzobon/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro e lideranças do Aliança para o Brasil esperam filiar ou ter um sinal forte do apoio do ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança) ainda em janeiro para catapultar as adesões ao partido com tempo para o registro no TSE. Desta forma, o Aliança espera ter tempo de participar com força das eleições de outubro nas grandes e médias cidades brasileiras.


Acordo

O impasse à adesão de Moro no Aliança para o Brasil reside no fato do ministro ser a pule de dez para ocupar uma vaga no STF em novembro. Os bolsonaristas argumentam que o ex-juiz pode se filiar e depois se desfiliar quando Bolsonaro o indicar à suprema corte. Moro é a figura pública com maior projeção política nacional. Supera o ex-presidente Lula (PT) e o próprio Bolsonaro.


Esfregando as mãos

O advogado Ogier Buchi não vê a hora de poder contar com Moro na sua pré-campanha à prefeitura de Curitiba. Buchi fez 88.745 votos para governador na capital parananense e sustenta que com apoio de Bolsonaro e Moro se projetará ao segundo turno na disputa da prefeitura de Curitiba.


Eu também

Outro que deve contar com apoio de Moro e Bolsonaro é o deputado Filipe Barros, pré-candidato a prefeito de Londrina. O principal adversário de Barros é o deputado Boca Aberta (Pros) que deve receber uma suspensão de 180 dias do seu mandato. Analistas da política londrinense afirmam que Boca Aberta não vai conseguir, desta vez, sustentar uma candidatura a prefeito. 


Eu também II

O deputado Coronel Lee (PSL) também espera contar com Moro e Bolsonaro na sua provável campanha na disputa da prefeitura de Cascavel.


Capital alto

O capital político de Moro é tão alto que dois pré-candidatos - os deputados Delegado Francischini (PSL) e Ney Leprevost (PSD) já convidaram a advogada Rosangela Moro, mulher do ministro, para vice na chapa de prefeito em Curitiba. Moro e Rosangela têm domicílio eleitoral na capital paranaense.


É irreconciliável?

Adversários de Francischini afirmam que as diferenças entre o deputado e o presidente Bolsonaro ainda são grandes. Mas Francischini ainda tem a simpatia dos filhos dos presidentes, o que não é pouco. Os Francischini, pai e filho, permaneceram no PSL. Já Bolsonaro partiu para a formação do Aliança para o Brasil.


E agora, José?

Como essa história vai acabar, ninguém sabe. Moro e Bolsonaro serão grandes eleitores e apoiadores dos candidatos da Aliança no Paraná. É esperar para ver.


Outro nome

Parte dos amigos do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato, quer que ele dispute um cargo majoritário (a prefeito) em outubro. Dallagnol, que vota em Curitiba, deve disputar o Senado em 2022, como quer a outra parte dos amigos do procurador.


Um dos dois

O deputado Luiz Nishimori (PL) disse que seu partido disputará a prefeitura de Maringá com Akemi Nishimori ou com o deputado Delegado Jacovós. Em Curitiba, o deputado Giacobo, presidente estadual do partido, já adiantou que vai lançar a deputada Cristhiane Yared na disputa. Giacobo também não descarta dele mesmo disputar a prefeitura de Foz do Iguaçu.


Em alta

O deputado Stephanes Junior (PSD) visitou o deputado Romanelli (PSB) com um sorriso largo no rosto. Stephanes foi relator do projeto de lei que transferiu o Coaf do Ministério da Justiça para o Banco Central. Seu relatório foi aprovado por unanimidade no Congresso Nacional e sancionado sem vetos pelo presidente Bolsonaro. Recebeu elogios até do senador José Serra (PSDB-SP).


Inconstitucional

O Podemos  vai entrar com uma Adin no STF para  anular a tarifa do cheque especial vigente desde segunda-feira, 6. O partido alega que a tarifa afronta o “princípio da ordem econômica” da Constituição. A cobrança da tarifa de 0,25% sobre o valor do cheque especial que ultrapassar R$ 500 reais foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional.


Voos mais altos

Em entrevistas à imprensa, o chefe da Casa Civil, Guto Silva, afirmou que o primeiro ano do governo Ratinho Junior preparou o Paraná para voos mais altos. "As grandes mudanças acontecerão a partir de 2020", Guto Silva reconheceu que alguns programas e propostas não avançaram como o esperado, alegando que o ano foi de ajuste na máquina e nas finanças do estado.


Cartel

Após o posicionamento contrário à proposta da Aneel em taxar o uso da energia solar, o presidente Jair Bolsonaro promete manter a mesma atitude com cartel de distribuidores de combustíveis. Bolsonaro já se mostrou contrário aos que impedem a venda direta de combustíveis dos produtores aos postos, reduzindo o preço para o consumidor. No momento é o desafio é conseguir apoio do ministro Paulo Guedes (Economia) que ignora a decisão do presidente.


Saúde brasileira

A Vigitel, responsável pela vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas, começa pesquisa para saber como anda a saúde dos brasileiros. A pesquisa pretende ouvir cerca de 27 mil pessoas somente no primeiro semestre.

Da Redação ADI-PR Curitiba

Coluna publicada simultaneamente em 20 jornais e portais associados. Saiba mais em www.adipr.com.br